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Lama de rejeitos da Samarco chega a Colatina e captação de água é interrompida

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Na manhã de hoje, em Itapina, já era possível observar a mudança na cor da água

A lama de rejeitos proveniente do rompimento de barragem da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, chegou na madrugada desta quarta-feira (18) em Colatina, no Norte do Espírito Santo.
A cidade cortou a captação de água do Rio Doce e conta com a participação do Exército no auxílio à população. Para manter o abastecimento na cidade, a prefeitura vai captar água da lagoa Batista, que fica localizada a 12 km do centro da cidade. Essa água vai abastecer reservatórios instalados em 23 bairros.

Outros 130 mil litros de água serão distribuídos diariamente por caminhões-pipa.
Além disso, o Exército instalou 25 caixas de 10 mil litros nos bairros. 
Na manhã desta quarta, no distrito de Itapina, já era possível observar a mudança na cor da água do Rio Doce.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o município explicou que após a chegada da lama uma pequena quantidade da água do rio será levada para uma das três estações de tratamento da cidade, onde deve passar por testes com a substância acácia negra, que separa a lama da água para que ela possa ser tratada.
O município recebeu 30 toneladas do produto, o mesmo utilizado em Governador Valadares para tratar a água da cidade, completamente poluída por causa dos rejeitos de minério dispensados pela Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP.
A lama que desce pelo Rio Doce levou cerca de duas semanas para chegar ao Espírito Santo. O material atravessou a divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo por volta das 17h20 desta segunda-feira (16), segundo informações do Serviço Autônomo de Água (SAAE) e Esgoto de Baixo Guandu e da Defesa Civil. Às 18h, a lama já atravessava a Ponte Mauá, no Centro da cidade.
As primeiras imagens da enxurrada de água barrenta se aproximando do território capixaba passaram a circular na internet, na manhã de terça-feira, e impressionam. Assim que atingiu a represa da Usina de Aimorés (MG), com cerca de 30 quilômetros de extensão, a mancha de lama saiu da superfície e passou a se locomover lentamente pelo fundo do rio.

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